quinta-feira, 8 de março de 2012

15 DE MARÇO - DIA DA ESCOLA



HISTÓRIA DA ESCOLA

Ao longo da nossa vida, temos uma rotina que organiza o nosso tempo e determina as atividades que realizamos ao longo de todo um dia. Para a criança, principalmente no Ocidente, a escola aparece desde muito cedo como um dos espaços que orienta as suas ações no dia a dia. Sendo tão acostumados a esse tipo de situação, podemos imaginar que muitas crianças encarem sua presença na escola como algo completamente natural, feito assim porque sempre foi assim. 
Contudo, devemos entender que a escola não é um espaço natural – o segundo lugar ocupado pela criança depois da casa. Afinal, houve um longo processo de transformações, escolhas e ideias responsável pelo surgimento da escola. Feita essa afirmação, alguns podem até perguntar: “Quando e como as escolas foram criadas?”. Para essa pergunta, devemos construir uma resposta mais longa, que abrange uma história que passa por diferentes povos e diferentes noções sobre a educação e sobre as necessidades de uma criança.
Já na Antiguidade, a educação infantil era uma preocupação presente entre as várias civilizações que se firmaram. Em casos diversos, observamos que a educação dos menores acontecia no espaço da casa. Os valores e o conhecimento eram diretamente transmitidos dos pais para os filhos. Já nessa época, percebemos que havia um universo de saberes considerado importante para criança e, ao mesmo tempo, uma divisão daquilo que meninos e meninas deveriam aprender para as suas vidas.
Com o surgimento de sociedades mais complexas, dotadas de instituições políticas e práticas econômicas sofisticadas, a noção de que a educação familiar era suficiente perde espaço. Nesse contexto, percebemos o surgimento dos primeiros professores, profissionais que se especializaram em repassar conhecimento. Não raro, esses primeiros professores eram exclusivamente contratados por famílias que possuíam melhores condições ou eles organizavam suas aulas em espaços improvisados, recebendo uma quantia de cada aluno integrante da turma.
Já nessa época, percebemos que a educação e o acesso aos professores estiveram estritamente ligados à condição econômica de uma família. Na Grécia Antiga, a educação era encarada como uma atividade para poucos, para aqueles que podiam consumir o seu tempo livre com o saber e não tinham a necessidade de trabalhar para garantir a própria sobrevivência. Sendo assim, percebemos que a educação era um privilégio garantido a uma parcela mínima da população.
No período medieval, o processo de ruralização da sociedade europeia estabeleceu um novo quadro para as escolas. O ensino se mostrou restrito a uma população mínima, geralmente ligada ao recrutamento dos líderes religiosos da ascendente Igreja Cristã. Sendo o processo de conversão uma árdua tarefa, os membros da igreja passavam por uma ordenada rotina de estudos para que então pudessem dominar eficazmente a compreensão do texto bíblico. Enquanto isso, as comunidades nos feudos raramente tinham oportunidade de se instruir.
Ainda nos tempos medievais, percebemos que essa situação muda de figura com o renascimento dos centros urbanos e com a rearticulação das atividades comerciais. A necessidade de controle e de organização dos negócios e a administração das cidades exigiam a formação de pessoas capacitadas para tais postos. Sendo assim, as instituições de ensino passaram a se abrir para o público leigo, mas com forte presença de membros da Igreja que lecionavam em tais instituições. Ainda nesse momento, o saber continuava restrito a uma parcela pequena da população.
Adentrando a Idade Moderna, percebemos que o desenvolvimento dessas instituições abriu portas para novas reflexões sobre como as escolas deveriam funcionar e a qual público elas se dirigiam. A organização dos currículos, a divisão das fases do ensino e as matérias a serem estudadas começaram a ser discutidas. Paralelamente, a diferenciação entre o ensino masculino e feminino também surgiu nesse tempo. Até então, na grande maioria dos casos, o ambiente escolar ficava restrito às figuras masculinas da sociedade europeia.
No século XVIII, o surgimento do movimento iluminista colocou o desenvolvimento de uma sociedade orientada pela razão como uma necessidade indispensável. Pautados por princípios de igualdade e liberdade, o discurso dos iluministas colocava o ambiente escolar como uma instituição de grande importância. No século seguinte, temos a expansão das instituições escolares na Europa, então comprometidas com um ensino que fosse acessível a diferentes parcelas da sociedade, independente da sua origem social ou econômica.
No século passado, esse processo de expansão das escolas superou os limites do continente europeu. Países marcados pela colonização experimentaram o aparecimento das escolas. Apesar dos aparentes benefícios de tal transformação, notamos que essas instituições não poderiam ser uma simples cópia do modelo europeu. Era necessário repensar o lugar da educação nessas outras sociedades, à luz de suas demandas, problemas e contradições.
Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia e o crescimento acelerado dos meios de comunicação nos instigam a repensar seriamente como as escolas devem se organizar. O acesso às informações e saberes já não é um problema a ser resolvido exclusivamente pelo ambiente escolar. Mais do que simples transmissão, a escola do século XXI deve se encaminhar para a construção de um saber autônomo, em que o indivíduo se mostre capaz de criticar e organizar o conhecimento que se mostre relevante para si mesmo.

Por Rainer Gonçalves Sousa
Colaborador Escola Kids
Graduado em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG
Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás - UFG



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

LINHA DO TEMPO INFANTIL

4000 a.C. = Surge o sorvete
1000 a.C. = surge o alfabeto egípcio
243 a.C a 181 a.C = surge o dominó
105 a.C. = surge o papel
1 = Nasce Jesus Cristo
1498 = surge a primeira escova de dente
1564 = surge o primeiro lápis
1642 = surge a primeira máquina de somar
1660 = surge o primeiro guarda-chuva
1714 = surge a primeira máquina de escrever
1762 = surge o primeiro sanduíche
1797 = primeiro salto de pára-quedas
1816 = surge a primeira bicicleta
1819 = surge o primeiro chocolates em barra
1839 = surge o primeiro bonde
1853 = surge o primeiro jeans
1857 = surge o papel higiênico
1863 = surgem os patins e o futebol
1867 = surge o primeiro cachorro-quente
1869 = surge o primeiro chiclete
1876 = surgem a batata frita, o catchup e o telefone
1878 = surge a lâmpada
!879 = surge o supermercado
1885 = surge o primeiro automóvel
1886 = surge a Coca-Cola
1890 = surgem o sundae e a banana-split
1892 = surge o primeiro tubo de pasta de dentes
1893 = surge a primeira calcinha
1895 = surge o cinema
1896 = surge o rádio
1901 = surge o pingue-pongue
1904 = surge a casquinha de sorvete
1906 = primeiro vôo do avião 14-bis
1907 = surgem o relógio de pulso e o helicóptero
1908 = surge o desenho animado
1910 = surge o pijama
1917 = surge o tênis
1928 = surge o personagem Mickey
1929 = surgem o ioiô e o personagem Popeye
1933 = surgem o personagem Pateta e o brinquedo Banco Imobiliário
1936 = surge o personagem Fantasma
1937 = surge o primeiro carrinho de supermercado
1938 = surgem os personagens Super-Homem e Pato Donald
1939 = surgem os personagens Batman e Tom & Jerry
1947 = surge o fliperama
1954 = surge a televisão em cores
1957 = lançado o primeiro satélite artificial
1958 = surgem o Bombril e o bambolê
1960 = surgem os personagens Flistones e Zé Colméia
1964 = surge a personagem Mônica
1966 = surgem a minissaia e o Shopping Iguatemi em São Paulo
1970 = surge o primeiro vídeo-cassete
1972 = surge o primeiro videogame
1973 = surge o primeiro microcomputador
1974 = surge o primeiro playmobil
1975 = surge o primeiro skate
1979 = surge o primeiro walkaman
1986 = surge o personagem He-Man
1990 = surgem os personagens Simpsons
1991 = é lançado o telefone celular no Brasil
1995 = é popularizada a Internet

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PROJETO: “Consciência Negra – Vivenciar”



“...Entendi que cada um dos elementos vivos segura uma ponta do fio da vida, e o que machuca a Terra, machuca também a todos nós, os filhos da Terra. Foi aí que entendi que a diversidade dos povos, das etnias, das raças, dos pensamentos, é imprescindível para colorir a Teia, do mesmo modo que é preciso sol e água p-ara dar forma ao arco-íris”.


OBJETIVO GERAL: Desenvolver atitudes de compreensão para com a diversidade étnico-racial e respeitá-la.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
v Conhecer diferentes tipos de etnias em nosso país e comunidade.
v Valorizar contribuição da cultura negra para nossa sociedade.
v Identificar personagens negras da literatura que protagonizam histórias diversas.
v Transpor obra de arte para texto verbal e vice versa.
v Desenvolver atitudes de respeito e cidadania para com a diversidade.




JUSTIFICATIVA:
A questão racial é conteúdo obrigatório no currículo escolar.
A lei 10.639, de 2003, decretou a inclusão do ensino da história e da cultura afro-brasileira no Ensino Fundamental e Médio. E a lei passou a valer para todos os níveis da Educação Básica com a instituição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais.
A escola é o melhor lugar para desenvolver projetos para todos conhecerem a cultura afro e entenderem que ela faz parte da cultura brasileira.



Anos atendidos: 4º ano do ensino fundamental I.


Tempo estimado: 02 semanas.




Materiais necessários:

v Livros, revistas, jornais.
v Cartolinas, papel sulfite, papel camurça, papel cartão.
v Cola, pincéis, lápis de cor, giz de cera, tinta guache, tesoura, barbante.
v Máquina digital, varais educativos, murais e áudios diversos, computador (PowerPoint).



Textos de apoio: O Balão Colorido – Autor desconhecido –

Poema: Um poema para Sandra e Pedro – Gabriel, o Pensador -

Livros de apoio para o professor:
Tarsila do Amaral – Cecília Aranha/Rosane Acedo.
A Bonequinha Preta – Alaíde Lisboa de Oliveira.
Menina Bonita do Laço de Fita - Ana Maria Machado.

Metodologia/Desenvolvimento:


1ª etapa:

Conversar com os alunos sobre as comemorações do “Dia da Consciência Negra”. Fale sobre as leis, os personagens negros famosos da História, as comunidades negras, a cultura afro, o Continente Africano...


Iniciar esse trabalho com a apresentação dos slides do livro “A Bonequinha Preta” no PowerPoint. Conversar com os alunos sobre a história. Pedir que representem a bonequinha preta através de desenho em papel de fundo branco. Pedir para a metade da sala, colar em cartolina e montar um quebra cabeça da bonequinha. A outra metade da sala fazer colagens, dobraduras, pintura a dedo, modelagem, alinhavo...
Montar um varal com as produções dos alunos. Fotografar.

Produção textual:
Pedir que reescrevam a história da Bonequinha Preta. Podem fazê-lo como dever de casa com a ajuda da família.
Apresentar as produções em um mural para serem apreciadas.



2ª etapa:

Apresentar o poema: Um Poema para Sandra e Pedro.
Primeiramente em impresso ou pedir que copiem do quadro. Explorar oralmente a estrutura do texto poema.
No segundo momento tocar o Cd de Gabriel, o Pensador; a faixa Um Poema para Sandra e Pedro.
Trabalhar a apresentação do poema com alguns alunos. Aqueles que tem facilidade para decorar ou apresentar em forma de jogral.

Distribuir desenhos de figuras geométricas diversas na cor branca e outras tantas na cor preta. Colar as figuras brancas em cartolina de cor preta e vice-versa. Distribuir giz de cera branco para quem tem figura preta e giz de cera preto para quem tem figura branca.
Pedir que criem em cima das figuras usando apenas uma cor (branca ou preta).

Durante as produções coloque o poema cantado para ouvirem baixinho.

Estipule um tempo para as criações. Motive os alunos a falarem sobre suas criações.

Apresentar em forma de mural e varal didático ao som do poema.



3ª etapa:

Texto trabalhado: “Balões Coloridos”.


BALÕES COLORIDOS.


ERA UMA VEZ UM VELHO HOMEM QUE VENDIA BALÕES EM UMA PRACINHA.
EVIDENTEMENTE O HOMEM ERA UM BOM VENDEDOR, POIS DEIXOU UM BALÃO VERMELHO SOLTAR-SE E ELEVAR-SE NOS ARES, ATRAINDO DESSE MODO UMA MULTIDÃO DE JOVENS COMPRADORES DE BALÕES.
HAVIA ALI PERTO UM MENINO NEGRO.
ESTAVA OBSERVANDO O VENDEDOR E É CLARO APRECIANDO OS BALÕES.
DEPOIS DE TER SOLTADO O BALÃO VERMELHO, O HOMEM SOLTOU UM AZUL, DEPOIS UM AMARELO E FINALMENTE UM BRANCO. TODOS FORAM SUBINDO ATÉ SUMIREM DE VISTA.
O MENINO DE OLHAR ATENTO SEGUIA A CADA UM. FICAVA IMAGINANDO MIL COISAS.
UMA COISA O ABORRECIA: O HOMEM NÃO SOLTAVA O BALÃO PRETO. ENTÃO APROXIMOU-SE DO VENDEDOR E PERGUNTOU:
___ MOÇO, SE O SENHOR SOLTASSE O BALÃO PRETO, ELE SUBIRIA TANTO QUANTO OS OUTROS?
O VENDEDOR DE BALÕES SORRIU COMPREENSIVAMENTE PARA O MENINO, ARREBENTOU A LINHA QUE PRENDIA O BALÃO PRETO E ENQUANTO ELE SE ELEVAVA NOS ARES DISSE:
___NÃO É A COR, FILHO, É O QUE ESTÁ DENTRO DELE QUE O FAZ SUBIR. PORQUE DEUS NÃO VÊ COMO O HOMEM VÊ O QUE ESTÁ DIANTE DOS OLHOS. PORÉM O SENHOR OLHA PARA O CORAÇÃO!





Primeiramente “contar” o texto. Explorar oralmente o texto. Aproveite para falar sobre a diversidade.
Explore as diversidades da classe, da escola. Conte os alunos que usam óculos, as meninas que estão de rosa, os meninos que estão de uniforme, os que gostam de verde, os de amarelo...

Fatie o texto junto com os alunos. Para isso tenha uma cópia em letras grandes escritas em papel pardo ou mesmo no sulfite. Distribua as partes e chame os alunos para montarem no quadro. Depois peça que copiem.

Agora monte um pequeno teatrinho para apresentar o texto. Distribua os personagens. Não se esqueça do narrador. Alterne os grupos na apresentação e escolha os melhores junto com a turma até ter um bom grupo de apresentação.
Organize a cena no lugar de apresentação. Amarre os balões de modo que fiquem fáceis de soltar.
Apresente o teatrinho; fotografe e filme se possível.



4ª etapa:

Nessa quarta etapa vamos trabalhar a cultura afro com o item “ Contribuições na culinária”.
Apresentar os textos:
Ø A verdadeira história da feijoada,
Ø O negro e sua influência na cozinha brasileira,

Explorar a leitura dos textos e fazer os exercícios pedidos no impresso.
Questionar se os alunos já viram o preparo de uma feijoada, quais os ingredientes e temperos que são usados em sua casa, etc.

Faça um feedback de tudo que viram durante esse projeto.


Agora proponha aos alunos a realização de uma entrevista com a direção da escola para saber como o tema da conscientização das diferenças raciais são tratadas na escola. Você vai se surpreender com os resultados.


Exemplo de questionário para avaliar como sua escola aborda o racismo
Adaptadas do modelo da CMEB Mário Leal da Silva, as perguntas abaixo auxiliam você a fazer um diagnóstico, junto aos professores e à equipe, de como as questões raciais são tratadas na sua instituição.

Assinale a alternativa que corresponde à realidade do seu ambiente escolar
1. A trajetória histórica do negro é estudada:
A- No Dia da Abolição da Escravatura, em agosto, mês do folclore, e no Dia da Consciência Negra.
B- Como conteúdo, nas várias áreas que possibilitam tratar o assunto.
C- Não é estudada.
2. Acredita-se que o racismo deve ser tratado:
A- Pedagogicamente pela escola.
B- Pelos movimentos sociais.
C- Quando acontecer algum caso evidente na escola.
3. A cultura negra é estudada:
A- Como parte do rico folclore do Brasil.
B- Como um instrumento da prática pedagógica.
C- Quando é assunto da mídia.
4. O currículo:
A- Baseia-se nas contribuições das culturas europeias representadas nos livros didáticos.
B- Constrói-se baseado em metodologia que trata positivamente a diversidade racial, visualizando e estudando as verdadeiras contribuições de todos os povos.
C- Procura apresentar aos alunos informações sobre os indígenas e negros brasileiros.
5. O professor:
A- Posiciona-se de forma neutra quanto às questões sociais. É o transmissor de conteúdos dos livros didáticos e manuais pedagógicos.
B- Reavalia sua prática refletindo sobre valores e conceitos que traz introjetados sobre o povo negro e sua cultura, repensando suas ações cotidianas.
C- Tem procurado investir em sua formação quanto às questões raciais.
6. O trato das questões raciais:
A- É feito de forma generalizada, pois a escola não tem possibilidade de incidir muito sobre ele.
B- É contextualizado na realidade do aluno, levando-o a fazer uma análise crítica dessa realidade, a fim de conhecê-la melhor, e comprometendo-se com sua transformação.
C- Não é considerado assunto para a escola.
7. As diferenças entre grupos etnoculturais:
A- Não são tratadas, pois podem levar a conflitos.
B- Servem como reflexão para rever posturas etnocêntricas e comparações hierarquizantes.
C- São mostradas como diversidade cultural brasileira.
8. As situações de desigualdade e discriminação presentes na sociedade são:
A- Pontos para reflexão para todos os alunos.
B- Pontos para reflexão para os alunos discriminados.
C- Instrumentos pedagógicos para a conscientização dos alunos quanto à luta contra todas as formas de injustiça social.
9. Acredita-se que, para fortalecer o relacionamento, a aceitação da diversidade étnica e o respeito, a escola deve:
A- Promover o orgulho ao pertencimento racial de seus alunos.
B- Procurar não dar atenção para as visões estereotipadas sobre o negro nos livros, nas produções e nos textos do material didático.
C- Promover maior conhecimento sobre as heranças culturais brasileiras.
10. Quanto à expressão verbal:
A- Acredita-se que a linguagem usada no cotidiano escolar tem o poder de influir nas questões de racismo e discriminação.
B- Usam-se eufemismos para se referir a etnia dos alunos, para não ofendê-los.
C- A linguagem não tem influência direta nas questões raciais.
11. Quanto ao trabalho escolar:
A- Alguns professores falam da questão racial em determinadas etapas do ano letivo.
B- Existe resistência dos professores para tratar a questão racial com relação à luta contra todas as formas de injustiça social.
C- Existe um trabalho coletivo sobre a questão racial com a participação de todos, inclusive da direção e dos funcionários.
12. Quanto à biblioteca:
A- Existem muitos e variados livros sobre a questão racial que contemplam alunos e professores.
B- Existem alguns tipos de livros (dois ou três) que contemplam a questão racial.
C- Não existem livros sobre o tema.
13. Quanto à capacidade dos professores sobre a questão racial:
A- Algumas vezes no ano fazemos cursos ou grupos de estudo sobre a questão racial.
B- Ainda não tivemos a oportunidade de estudar a questão.
C- Procuramos incorporar o assunto nas discussões de reuniões pedagógicas, grupos de estudo e momentos de formação.
14. No trato das questões de gênero:
A- A homossexualidade é percebida e discutida no espaço escolar.
B- Há um trabalho efetivo de combate à homossexualidade na escola.
C- Não se considera a homossexualidade um assunto a ser discutido na escola.
15. As discussões sobre a questão da mulher:
A- Não se discute com os alunos a história da discriminação das mulheres na sociedade.
B- A situação feminina é tratada em momentos pontuais, como no Dia Internacional da Mulher.
C- A questão da mulher é amplamente discutida e incorporada aos conteúdos curriculares.
16. Quanto à abordagem sobre populações indígenas:
A- A temática é tratada considerando as informações de livros didáticos e no Dia do Índio.
B- Existe resistência dos professores para trabalhar criticamente essa temática.
C- A escola procura romper com os estereótipos que inferiorizam a cultura destes povos.



Resultado:
Até 06 pontos
1- Fase da individualidade
A questão racial ainda é tabu na escola, que se mantém silenciosa quando o assunto é discriminação. A diversidade étnica é desconsiderada, mesmo que tenha muitos alunos de diferentes origens em sua escola. Enquanto isso, as crianças perdem a oportunidade de formar valores essenciais para uma convivência harmônica em sociedade. Que pena.
De 07 a 18 pontos
2- Fase da negação
Embora a maioria dos professores negue a existência do racismo na sociedade e no ambiente escolar, o assunto começa a ser discutido na sua escola. No currículo, a cultura negra é considerada folclore e a história do povo negro não é exemplo de luta pela cidadania. Na tentativa de amenizar a situação, alguns professores apenas comentam a questão no Dia da Abolição da Escravatura e no Dia da Consciência Negra, não é mesmo?
De 19 a 24 pontos
3- Fase do reconhecimento
Muito bem! Sua escola está no caminho correto, pois reconhece a necessidade urgente de transformar o ambiente em um espaço de luta contra o racismo e a discriminação. Os alunos aprenderam conceitos sobre os diferentes grupos presentes na sociedade e a realidade de cada um é reconhecida e trabalhada. Continue a enfrentar esse belo desafio.
26 pontos ou mais
4- Fase do avanço
Parabéns! Sua escola progrediu bastante para construir-se verdadeiramente democrática. Visualiza com dignidade os diversos grupos étnicos e usa suas contribuições como ferramentas pedagógicas no trato da diversidade. Certamente, os alunos negros de sua escola têm a autoestima elevada e orgulho de sua origem. Todos os alunos reconhecem a necessidade de respeitar as diferenças e sabem que elas não significam superioridade nem inferioridade.
*Apresente os resultados da pesquisa em forma de “ Mural Ilustrado”.

Socialização:
Montar uma exposição com todos os trabalhos desenvolvidos durante este projeto. Montar um painel com as fotos mostrando que todo o trabalho foi feito com muito carinho e teve início, meio e fim. Faça um livro de visitas. Se possível faça uma lembrancinha para os visitantes (Pirulito embrulhado com aqueles papéis de bala de franjinha, de cor preta, e coloque uma fitinha vermelha, formando o cabelinho dela, faça olhinhos e boca).

Fonte:http://sugestoesescolaresdiversas.blogspot.com/2011/02/nome-do-projeto-consciencia-negra.html

PROJETO: "BORBOLETAS"



Objetivos

O que se espera que os alunos aprendam:

1- Desenvolver a capacidade de ler textos informativos e poéticos.

2- Conhecer as etapas de transformação de uma lagarta em borboleta
(metamorfose).

3- Usar a escrita e o desenho como recursos para organização sistemática de uma
história e socialização dos conhecimentos adquiridos. (Produção de textos tendo
o professor como mediador)

4- Colaborar com a preservação da fauna.

5- Valorizar o trabalho em grupo.

Formulação dos Problemas

Promover uma conversa sobre as borboletas, para saber o que os
alunos sabem como nascem as borboletas.

Desenvolver a troca de conhecimentos entre os alunos, sensibilizando-os para o
assunto e a importância da preservação da fauna.

Tempo da Atividade

De acordo com a turma.

Material

O que o professor deve garantir no decorre do projeto:

1- Selecionar, com antecedência, materiais sobre o assunto - textos, livros,
enciclopédias, vídeos.

2- Levar para a sala de aula livros e histórias (especialmente sobre as
borboletas) para os alunos consultarem e lerem sempre que preciso ou quando
quiser.
3- Favorecer as iniciativas individuais e coletivas, acolhendo as idéias dos
alunos e possibilitando que elas sejam colocadas em prática.
4- Garantir, sempre que possível, o trabalho em grupos, para que os alunos
possam ser parceiros de fato, colocando em jogo os saberes individuais, tanto
nas atividades de escrita como nas de leitura.

Sugestões de livros de poesias: A Arca de Noé, Vinícius de
Moraes. A Lagarta e a Borboleta. Eunice Braido. FTD. Lili, a Borboleta. Erdna
Perugine Nahum. Scipione. Pedro, de Bartolomeu Campos de Queirós. IBEP

Planejamento

1º Sensibilização

2º Concretização

3º Integração

4º Exposição

Temas Transversais


• Ética e Cidadania: Atitudes
de solidariedade, respeito,valores morais.

• Meio Ambiente: A
valorização e a proteção das diferentes formas de vida.

Execução

• Sensibilização:

As borboletas encantam tanto
as crianças quanto os adultos por ser um animal colorido e muito bonito. A
escolha deste projeto permitirá um contexto de estudo e pesquisa onde professor
e alunos ficarão envolvidos com a temática, permitindo às crianças conhecerem
como é a metamorfose das borboletas, proporcionando um momento de descobertas
significativas e prazerosas.

A confecção de um cinema com uma história criada pelos alunos será uma oportunidade onde os mesmos poderão sistematizar os conhecimentos adquiridos em classe e socializar com os seus
colegas e familiares.

No projeto Borboletas os alunos junto com o professor, trabalharão com diferentes tipos de textos,
imagens e outras fontes de pesquisa para a obtenção de informações sobre as
borboletas e como elas nascem.

• Concretização:

1- Promover uma conversa
sobre as borboletas, para saber o que os alunos sabem como nascem as
borboletas.

2- Promover a troca de
conhecimentos entre os alunos, sensibilizando-os para o assunto e a importância
da preservação da fauna.

3- Trabalhar com a poesia As
borboletas de Vinícius de Moraes.

4- Montagem da poesia que
estará em tiras. (Em dupla)

5- Apresentar um vídeo que
trate do assunto.

6- Desenho na tira do cinema
das etapas da evolução da lagarta em borboleta.

7- Produção de texto do aluno
(em dupla) sobre a metamorfose na tira do cinema. (escrita pelo professor)

8- Confecção do cinema em um
pote de margarina de 200g.

9- Apresentação da história
para os colegas da sala.


Produzir um cinema com uma história produzida pelos alunos sobre como nasce uma borboleta (metamorfose). Cada aluno terá o seu cinema para a exposição.

• Integração

O projeto será interdisciplinar envolvendo as disciplinas de língua portuguesa, ciências,
artes e os temas transversais: meio ambiente e ética.

• Exposição:

Exposição dos cinemas no pátio da escola.

Conclusões e Aplicações

A escolha deste projeto permitirá um contexto de estudo e pesquisa
onde professor e alunos ficarão envolvidos com a temática, permitindo as
crianças conhecerem como é a metamorfose das borboletas, proporcionando um
momento de descobertas significativas e prazerosas.

Autor Profª Vanessa de Souza Rabelo

Consciência Negra - O ALUNO NOVO



De Emílio Carlos

(Em cena o Aluno 1 e o Grupo de Alunos. O jogral é encenado, com
gestos e expressão corporal)


1 – Tudo bem?

GRUPO – Tudo.

1 – Vou contar uma novidade pra vocês.

GRUPO – (vozes desencontradas) Conta. Eu quero saber. Me fala.

1 – Vai entrar um aluno novo na escola.

GRUPO – Legal!

1 – Só que... bem...

GRUPO – O que é que tem?

1 – Ele é preto.

GRUPO – (estranha) Preto?

1 – É. Vocês sabem: preto.

GRUPO – Assim? (cada um levanta um retalho de tecido preto ou um pedaço de papel)

1 – Não, assim não. Ninguém tem essa cor.

GRUPO – (apontam o retalho) Isto é preto.

1 – ‘Tá certo, ó: o aluno novo é “de cor”.

GRUPO – Que cor?

1 – Preta.

GRUPO – Preta? Assim? (levantam o retalho de novo)

1 – ‘Tá certo, vai: ele é negro.

GRUPO – E daí?

1 – Daí que... sei lá, sabe.

GRUPO – “Sei lá” o que?

1 – Na nossa escola? Não combina.

GRUPO – Por que não?

1 – Aqui é uma escola mais de branco, sabe...

GRUPO – E eles?

(Entram alunos orientais, morenos claros, etc. Podem estar caracterizados com roupas de seus países/povos).

1 – Bem... quer dizer...

GRUPO – Isso é preconceito contra o negro.

1 – Não, não é isso. É que...

GRUPO – E logo você, que também é negro?

1 – Eu? Com essa cor aqui?

GRUPO – É negro. Se você for para determinados países – como os Estados Unidos – será considerado negro.

1 – Mas eu moro aqui.

GRUPO – Tudo por causa da sua bisavó.

1 – O que é que tem ela?
GRUPO – Você sabe...

1 – Não sei não.

GRUPO – Ela era negra.

1 – Shhhh! Falem baixo!

GRUPO – Por que a vergonha
Se os negros construíram o Brasil
Fazem parte da nossa história
Deram sua cultura, seu suor
e até o sangue pelo nosso país?

1 – Eu não tinha pensado nisso.

GRUPO – A cor da pele não importa
O que importa é a pessoa

1 – Isso é verdade. Tem negro que tem alma de branco

GRUPO – Tsc, tsc, tsc
Isso é discriminação
A alma não tem cor
Somos todos iguais
Perante a lei
E perante Deus

1 – Certo: agora eu entendi o que é rascismo

GRUPO – Racismo: discriminação de uma pessoa de qualquer raça.

1 – Entendi: chega de preconceito.

GRUPO – Isso: chega de preconceito
Contra o negro, contra o índio
Contra o gordo, contra o magro
Contra o alto, contra o baixo
Tudo isso é preconceito!
Fora com o preconceito!

1 – Viva a igualdade!

GRUPO – Viva!

1 – Viva os negros!

GRUPO – Viva!

1 – Viva os índios!

GRUPO – Viva!

1 – E um viva para todos os brasileiros.

GRUPO – Viva!



F I M
http://partilhandosugestoesescolares.blogspot.com/2011/07/consciencia-negra-o-aluno-novo.html
Fonte:

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MUSA - FADA DA MÚSICA



Conheça Musa! Como a Fada da Música, sua musa é a música que ela desempenha. Ela é uma detetive natural e com seu senso super-ansiosos para obter detalhes, ela é definitivamente a investigadora do Clube das Winx. Ela pode parecer como uma fada delicada, mas esta garota é craque em resolver mistérios e compreender os planos malignos criados pelas Trix. Melhor tomar

A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NO ENSINO FUNDAMENTAL

METODOLOGIA

Trabalhar músicas em sala de aula não é um bicho de sete cabeças, como muitos fazem questão de afirmar. Aprender brincando e com prazer é um recurso maravilhoso que deve ser utlizado por todos professores. Algumas questões devem ser observadas antes de optar por uma música:

Qual é o meu objetivo? O que pretendo?
Possuo a música gravada em cd ou sou capaz de cantá-la corretamente?
Em minha escola há aparelho de som?
Quais questões poderão ser analizadas através dessa música?
Quais problemas sociais, culturais e emocionais poerão ser tratados?
Com meus alunos de 5º ano trabalhei a música "ASA BRANCA" de Gonzaguinha. A disciplina era geografia, conteúdo as regiões do Brasil.

O objetivo era o estudo das regiões do Brasil e mostrar a dura realidade do sertão nordestino. Seca, êxodo rural, pobreza, religiosidade ( eu perguntei a Deus o céu por que tamanha judiação...) foram algumas das questões debatidas.

Localizamos a região nordeste no Brasil, identificamos os estados mais atingidos pela seca, modo de vida do sertanejo, um pouco de sua cultura e costumes. Assistimos a vídeo, fizemos debates, pesquisas, estudo em grupo e apresentação.

Abaixo há um espoço de plano de aula:

SUGESTÕES DE ATIVIDADE PARA SEREM TRABALHADAS EM DATAS COMEMORATIVAS

FEVEREIRO
Depois do carnaval trabalhar por exemplo, a canção vencedora da Escola de samba da cidade ou as canções que foram ouvidas pelos canais de comunicação. Caso as aulas comecem antes do carnaval, trabalhar uma canção escolhida pelos alunos, do carnaval atual e de carnavais passados.

MARÇO
O dia do circo, dia internacional da mulher e início do outono pode ser trabalhado com canções, dobraduras, colagens.

ABRIL
O descobrimento do Brasil, o Índio e Tiradentes. Trabalhar canções que falem de índios ou canções indígenas. Conforme o nível da classe, situar geograficamente as regiões do Brasil e a localização das diversas tribos com seus costumes, seus mitos e lendas, suas danças, seus instrumentos musicais que poderão facilmente ser confeccionados pelos alunos para acompanhar as canções.

MAIO-JUNHO
Os temas são contextualizados de acordo com o local em que está a escola. As festas juninas: reúnem som, cor, dança, música, texto, adivinhações, artes plásticas pela confecção dos enfeites como bandeirinhas e outros adereços juninos.

AGOSTO
Mês do folclore. Ocasião em que se retomam as nossas origens com a contribuição dos índios, portugueses e africanos. Oportunidade para o incentivo à pesquisa da música, da dança, da execução dos instrumentos musicais, confeccionados pelos alunos, das comidas e bebidas típicas.



SETEMBRO
Independência do Brasil fato histórico que poderá ser trabalhado por todas as dimensões do programa escolar, uma vez que o ensino do nosso Hino Nacional Brasileiro tem no seu texto a mensagem de amor, falando da posição geográfica do Brasil, comparando-o com outros países. Ele é um exemplo de cidadania para se cultivar o amor à pátria.
A história do nosso hino escolhido por aclamação pública, com sua música envolvente deve ser estimulada sendo cantado corretamente por todos os brasileiros.

OUTUBRO-NOVEMBRO
a) Mês da criança: ocasião em que deve ser explorada a confecção de brinquedos e a restauração da prática das brincadeiras com bolas, com as mãos, de pular corda, amarelinha, caracol e outras que os alunos de outras épocas brincavam antes do advento da avassaladora comunicação de massa.

b) Novembro: o tema gerador não parte da canção, mas do som e de suas propriedades, num incentivo à pesquisa, com experiências realizadas pelos alunos, que envolvam a sua produção, propagação e suas qualidades: altura intensidade, timbre e duração aplicados no contexto musical para trabalhar as canções. Depois de todo o trabalho prático realizado durante o ano este será um trabalho de conclusão para uma maior fundamentação teórica.

DEZEMBRO
Por ocasião do Natal, partir das canções natalinas e incentivar a criação de jingles, cartões de natal com frases criadas pelos alunos e musicadas.

Fonte:http://quintoanocapitao.zip.net/
Escrito por carvalho.dilma